sábado, 27 de março de 2010


Essa madrugada acordei com raios clareando meu quarto e trovoadas que balançavam a janela. Subitamente pensei que o mundo podia estar acabando. Pensei nos desastres que vêm acontecendo ao redor do mundo, e de repente lembrei que estava em candeias, Jaboatão, Pernambuco. Será que algum desastre iria acontecer naquela madrugada? Logo aqui? Bem, comecei a mudar o pensamento e mais uma vez dei inicio às minhas "viagens"(minha mãe diz que vivo no mundo da lua). Nesse momento o ar condicionado estava gelando, o que normalmente não acontece por causa do calor externo. Mas a temperatura estava um pouco abaixo do normal com aquela tempestade e o meu quarto ficou gelado. E eu ali, deitada, imaginando os lugares frios que já fui, o que havia comido e que nunca esqueci. Primeiro lembrei de quando assistia jogos de futebol americano, no outono, quando fiz intercâmbio. Era um frio de rachar e na escola tinham barracas que vendiam lanches e bebidas. Eu SEMPRE tomava um chocolate quente delicioso acompanhado de chocolate twix... Uma bomba! Eu molhava o chocolate naquela bebida quentinha e levava à boca para terminar de derreter... Dos deuses. Depois fui até o interior de São Paulo, onde estudei. No inverno era terrível para acordar às 5:45 hs. Mas assim que chegava na cozinha (sala de aula) preparava um café com leite e um sanduíche de queijo delicioso. Uma coisa simples, mas acho que o frio contribuía para ficar tão gostoso. Ainda na cozinha, fiz estágio na confeitaria do hotel em Araxá, e a hora que eu chegava era a hora que a fornada de croissant estava saindo... Nem precisa falar o que eu fazia. De lá parti para Lisboa, onde também fui no inverno. E lembrei de um dia que passei umas duas horas no Pastel de Belém (uma loja que leva esse nome e fica no bairro de Belém) comendo os pastéis de nata quentinhos que saíam do forno, polvilhados de canela e com uma xícara de café... De Lisboa fui pra Madri, com minha mãe, comemos no Botin (restaurante mais antigo do mundo). Tava super frio e tomamos vinho da casa acompanhado do prato tradicional da casa (cordeiro assado). Ficamos hoooooras sentadas ali dentro, conversando, bebericando, num ambiente quentinho e super acolhedor. De Madri fui para o Rio de Janeiro, onde passei anos indo todas as férias de julho, que é sempre frio. Bom mesmo era quando íamos todos para Petrópolis e comprávamos pão na Casa Dangelo. Mas quando ficávamos no Rio era no Café Lamas que formavam minhas lembranças de hoje. Lembro do cheiro dos casacos no carro, a caminho para almoçar. E eu sempre pedia o mesmo prato: Filé coberto com batata palha caseira e fatias fininhas de presunto. Ai que saudade...
Bom, logo acordei dessa viagem curtissima, com o choro do meu filho assustado. E acabei voltando para candeias, Jaboatão, Pernambuco.

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